Design e Decoração

Os 5 passos do sucesso para designers de interiores!

22/03/2017
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O seu principal objetivo como designer de interiores é ter reconhecimento profissional e pessoal. Você gosta de ter status e quer começar projetos em seu próprio escritório. Para isso, precisa atrair e ter uma previsibilidade de clientes para poder aumentar seu faturamento e ter estabilidade financeira.

Como fazer isso? É o que vamos apresentar neste post. A partir de agora você vai conhecer os passos que deve seguir para alcançar o sucesso na sua profissão. Para isso, vamos tratar dos seguintes assuntos:

  • quais são as principais tendências de design;

  • como divulgar seus projetos e fazer eles se destacarem;

  • como elaborar contratos eficientes;

  • quanto cobrar por um projeto de design de interiores;

  • como investir em um diferencial competitivo.

Com essas informações você vai poder aplicar esforços em sua carreira e ter mais independência. É isso que você quer? Então, acompanhe as dicas a seguir e aproveite para colocar todas elas em prática!

1. Conheça as principais tendências de design de interiores

O primeiro passo para alcançar o sucesso é conhecer as tendências do setor. As direções para o mundo da decoração em 2017 já foram lançadas e você precisa estar por dentro das novidades para elaborar projetos mais bonitos e modernos para seus clientes.

Com a satisfação dos seus clientes, você começa a ter reconhecimento e é indicado para outros projetos. Veja a seguir quais são os pressupostos para a moda em decoração em 2017:

1.1. Bronze e brilho acetinado

Peças de bronze e acabamentos em cetim vêm conquistando espaço nos últimos anos e são uma forte tendência para 2017. Eles são responsáveis por deixar os ambientes mais brilhantes e elegantes.

Por isso, designers reconhecidos, como Elizabeth Lawson, estão deixando de lado os acabamentos polidos e reflexivos e apostando em peças mornas e neutras.

1.2. Assistentes ativados por voz

A tecnologia chegou ao setor de decoração de interiores. Os assistentes ativados por voz podem acionar equipamentos domésticos inteligentes por meio de frases simples, como já acontece nos dispositivos móveis Android quando você fala “Ok, Google”.

Os assistentes ficam em estado de dormência. Basta o cliente falar a frase de ativação para acioná-lo. Com isso pode obter informações sobre o clima, colocar alguma música para tocar, encher a banheira com água quente e até ligar as luzes, por exemplo.

1.3. Móveis antigos

As tendências retrô e vintage voltaram com tudo alguns anos atrás e ganham força em 2017. A ideia é criar opções alternativas e buscar exclusividade.

Para melhorar o aspecto dos móveis antigos, reforme-os e se certifique de que eles estão bonitos para criar um ambiente especial e único.

1.4. Armários de cozinha

A ideia de colocar armários superiores está caindo em desuso. Para obter mais espaço dentro de casa, a dica agora é colocar todos os armários da cozinha em uma parede funcional única. Dessa forma, você consegue fornecer uma aparência mais leve para o ambiente.

1.5. Cor branca

A cor branca está em voga. Ela traz uma aparência de limpeza e uma sensação de calma e tranquilidade. Esses aspectos positivos devem ser equilibrados com outras cores para não ficar parecido a um quarto de hospital. O ideal é misturar o branco com tons de linho natural e creme para obter um ambiente elegante e confortável.

1.6. Greenery

Esse verde é a cor de 2017, de acordo com a Pantone, empresa que fornece os padrões de cores para o design e a moda. Por ser uma cor mais alegre, é perfeita para revitalizar o ambiente e fornecer um estilo natural. A dica é combinar com tons de madeira quente para criar um ambiente mais confortável.

1.7. Lavanderias

As áreas de serviço são ambientes ignorados em boa parte dos casos. Em 2017 isso não acontece. As lavanderias são uma das tendências e o objetivo é obter uma iluminação melhor e colocar armários inteligentes para facilitar o trabalho do dia a dia, mesmo sendo um cômodo da casa pouco frequentado.

1.8. Halls de entrada

Esse elemento é aquele que fornece a primeira impressão da casa. O ambiente compacto pode ser reformulado de maneira fácil e com pouco investimento. Por exemplo: é possível colocar um papel de parede diferenciado, uma mesa com bandejas ou um espelho grande.

1.9. Chuveiros

A solução para os problemas dos chuveiros externos, que não são muito práticos, é conectar os banheiros a ambientes externos e ao ar livre. Isso permite atender o desejo de muitos consumidores, tendo o cuidado de manter a privacidade e questões relacionadas à temperatura externa e ao clima.

1.10. Refrigeradores

As cozinhas pequenas têm um problema com os refrigeradores, que são eletrodomésticos maiores e que ocupam bastante espaço. Como fica difícil remodelar o espaço, o melhor é delimitar um nível comum para os armários e não ter espaços adjacentes para, assim, ter mais áreas livres e um ambiente mais aerodinâmico.

Depois de conhecer as tendências, chega o momento de ter ideias e criar projetos. Mas onde divulgá-los?

2. Saiba como divulgar e fazer os seus projetos se destacarem

O sucesso de um designer depende diretamente da divulgação de seus projetos. É dessa forma que o profissional pode mostrar sua qualidade para parceiros, clientes e prospects, que são pessoas interessadas e com potencial para contratar seus serviços.

Essa tarefa exige um trabalho de marketing bem-feito, além de um trabalho com transparência e informações condizentes com a realidade. Ou seja, não se deve trabalhar com artifícios, porque isso prejudica a sua imagem profissional.

Apesar dessas recomendações, não há uma fórmula mágica para divulgar o seu trabalho como designer. O que dá certo para uma pessoa pode não funcionar para outra. O ideal é testar diferentes técnicas e ver aquelas que dão certo para você.

Para elaborar uma campanha de marketing você deve saber exatamente qual é seu público, onde ele pode ser encontrado e qual é seu tamanho. A partir disso, você precisa definir alguns aspectos. São eles:

  • objetivo da campanha: delimita se o caráter será promocional ou institucional. No primeiro caso o foco são os resultados imediatos. Já no segundo a prioridade é a imagem institucional, que é valorizada por meio de elementos como qualidade, tradição, entre outros;

  • canal: é o meio de comunicação que será utilizado com a finalidade de atingir o público-alvo de forma precisa. Essa escolha deve considerar o mínimo desperdício e a máxima cobertura. Uma boa dica é usar as redes sociais e a internet a seu favor. Criando anúncios patrocinados, por exemplo, é possível segmentar as pessoas que terão acesso à campanha. Para complementar e ter resultados mais efetivos, você também pode usar sites específicos da sua área;

  • mensagem: é o que será dito, que deve ser adequado a uma linguagem eficiente. Lembre-se de criar uma mensagem com apelo, que ajude a sensibilizar o público. Por exemplo: “deixe sua casa mais confortável e acrescente praticidade ao seu dia a dia com um projeto elegante e bonito”.

Seguindo essas dicas você pode criar uma fanpage nas redes sociais e um blog para melhorar o seu ranqueamento no Google. Escrevendo sobre seus projetos e as tendências da área, por exemplo, você atrai mais clientes e pode divulgar seu trabalho nas mídias sociais. Você ainda pode publicar suas ideias em sites especializados.

Nesse caso, você pode propor melhorias no design de peças que o cliente já possui. A ideia é você chamar o cliente com quem deseja trabalhar e mostrar a sua ideia para o ambiente dele.

Para você ter mais sucesso com essa atitude, deve seguir algumas dicas. São elas:

2.1. Escolha o cliente certo

Os clientes nem sempre vão gostar dessa sua tática. Você deve saber escolhê-los, porque alguns preferem fazer o ambiente do seu jeito, têm uma ideia fixa ou gostam de participar do trabalho. Você pode até mostrar sua ideia, mas seja flexível. Se não for bem-aceita, desista e faça o que ele prefere, sempre alertando caso algo não vá ficar legal.

É importante verificar se o cliente tem condições de pagar por seu serviço diferenciado. Além disso, você deve justificar suas escolhas e mostrar ideias que combinam.

2.2. Trabalhe na proposta

O trabalho em uma proposta é feito sem se ter a certeza de que o cliente vai aceitar pagar pelo serviço. Essa é a melhor maneira de apresentar o potencial resultado e indicar por que seu trabalho é necessário.

É uma forma, portanto, de quebrar possíveis obstáculos e mostrar que você pode fazer o melhor por aquele ambiente. Não precisa ser totalmente inovador nem um projeto tão complexo que demore meses para ser elaborado. Apenas mostre sua dedicação, criatividade e empenho.

2.3. Entre em contato com o cliente

O mais recomendado é entrar em contato com o cliente por telefone ou pessoalmente. E-mails podem ser facilmente ignorados e nem sempre são um bom canal de comunicação.

Você deve ter desenvoltura e se comunicar de forma eficaz para repassar o que precisa. Ao encontrar o cliente pessoalmente, preocupe-se com o seu visual e tenha uma aparência profissional.

Por exemplo: homens podem fazer o contato usando camisa e calça social e mulheres podem usar vestidos ou uma calça social com uma blusa adequada. É importante selecionar bem a roupa para não tirar a atenção do projeto.

2.4. Apresente seu trabalho

Essa etapa pode ser feita de maneira bastante simples, com slides que permitam verificar o ambiente atual e as melhorias que se pretende fazer. Essa estratégia, porém, não é muito eficaz.

Vale a pena apostar em softwares de desenvolvimento de projetos, que são mais completos e permitem fornecer uma visão mais ampla do trabalho e, também, mostram de forma mais precisa como o resultado vai ficar.

2.5. Prepare-se para fechar o negócio

A apresentação da proposta pode fazer com que você feche negócio. Esse sempre é o objetivo, certo? Então vá preparado para isso! Tenha definido qual valor será cobrado e faça um orçamento condizente com o trabalho.

É importante ter um contrato para profissionalizar ainda mais o contato. Esse é o documento que dará validade ao negócio e trará mais confiança ao cliente a respeito do seu trabalho.

3. Entenda como elaborar contratos eficientes

Uma falha que muitos designers cometem é não dispor de um contrato que estabeleça o acordo entre as partes e delimite de que forma o serviço será prestado. Esse documento é imprescindível para proteger ambas as partes e garantir que não haverá imprevistos ao longo do processo.

É importante saber que o contrato prevê a prestação de serviços temporária, mas isso não impede de ela ter continuidade ou se repetir. Ele deve especificar quais são as obrigações e os direitos de cada parte durante a negociação.

Entre os elementos obrigatórios em um contrato estão: preços, definição exata do serviço que será prestado, prazos, entre outros aspectos. Esse documento pode ser firmado por escrito ou verbalmente, mas a primeira opção é sempre preferível, porque pode servir como prova jurídica se houver algum problema.

Como elaborá-lo de forma eficiente? Existem alguns passos que devem ser seguidos. O primeiro deles é a especificação de qual serviço será realizado e qual é a remuneração a ser paga por ele. Também é importante delimitar o local de execução, a forma de pagamento e o prazo de entrega. As obrigações a serem cumpridas pelo cliente para que você execute os serviços são outra designação importante, bem como os seus deveres como profissional.

O contrato deve conter os seguintes itens:

  • qualificação das partes;

  • objeto do contrato;

  • obrigações do contratante;

  • obrigações do contratado;

  • preço e condição de pagamento;

  • reajuste;

  • despesas;

  • prazo;

  • rescisão;

  • multa;

  • condições gerais.

Lembre-se de sempre pensar na pior situação que pode acontecer e incluí-la em alguma cláusula. Indique também o pagamento de multa e possibilidade de cobrança caso o cliente não efetue o pagamento no prazo de 30 dias, por exemplo.

Defina também o escopo do serviço e uma data de finalização de cada etapa. Resguarde-se de qualquer imprevisto e apresente uma cláusula que especifique a possibilidade de atrasos e quais medidas serão tomadas para que esse tempo seja recuperado.

Vale a pena contar com um advogado para elaborar esse documento. Como ele é cheio de itens e detalhes, esse profissional será de grande ajuda. Depois de elaborar um documento, ele pode ser usado como padrão para outros projetos. Mas não se esqueça de sempre consultar esse profissional, pois as normas estão constantemente em adaptação.

4. Saiba quanto cobrar por um projeto de design de interiores

A cobrança do projeto de decoração pode variar bastante conforme a região em que você trabalha. Entender as variáveis que influenciam o cálculo é fundamental para fazer uma cobrança justa, sem desmerecer seu trabalho, e de acordo com um valor justo para o cliente.

Conheça os fatores que podem interferir no preço do projeto:

4.1. Metragem

De acordo com a Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), a cobrança deve ser feita por metro quadrado. Nem todos os profissionais seguem essa indicação. Muitos optam por verificar o valor de acordo com uma porcentagem dos gastos ou o que cobre o valor do metro quadrado segundo o Custo Básico Unitário (CUB).

O CUB apresenta valores padronizados dos custos unitários de avaliação da obra, construção e execução. A tabela varia de acordo com o Estado e a metragem considerada é do ambiente a ser trabalhado.

Ainda existem profissionais que preferem cobrar segundo o custo do projeto. Nesse caso, em cima do valor total há a incidência de um percentual, que varia de 10% a 15%.

4.2. Diferenciais

Alguns itens podem elevar o valor de um projeto. Por exemplo: reformulações que lidam com iluminação têm determinado preço. Sem iluminação fica mais barato. Outro caso é quando o designer precisa lidar com imobiliário, e não somente com o acabamento. Assim como quando ocorre a inserção de peças caras ou de renome.

4.3. Hora técnica

É um valor cobrado para os casos em que o profissional executa serviços que não estavam previstos em contrato. Esse valor pode variar de R$ 94 a R$ 125. Isso também se aplica aos casos de consultoria. Uma orientação profissional pode valer entre R$ 125 e R$ 250 para 3 horas de projeto.

Para facilitar, você pode adotar uma conta que considera vários detalhes, inclusive uma tabela elaborada pela Associação de Arquitetos de Interiores do Rio Grande do Sul (AAIRS). A fórmula é a seguinte: m² x CUB x tabela AIIRS.

Nesse cálculo você considera o metro quadrado do cômodo e o CUB do seu Estado. Por exemplo: você fará um projeto para a cozinha, o banheiro e a sala de estar. Juntos esses ambientes possuem 43 m². O valor do CUB é o normal, ou seja, residencial. Imagine que a tabela do seu Estado especifique R$ 974,16.

Em relação à tabela da AAIRS, você deve analisar o grupo em que cada um se encaixa. A tabela por grupo está especificada no site da instituição. Nesse exemplo, imagine que 23 m² são do grupo I e 20 m² são do grupo II. No primeiro caso o CUB/m² é de 0,226 e no segundo é de 0,113.

Considerando esses valores, o valor do projeto é de:

23 x 974,16 x 0,226 = R$ 5.063,68

20 x 974,16 x 0,113 = R$ 2.201,60

Valor total = R$ 7.265,28.

Porém, o diferencial competitivo também pode fazer a diferença nesse caso. Portanto, entenda como você pode agregar valor ao seu trabalho.

5. Invista em um diferencial competitivo para o seu trabalho

A área de decoração de interiores tem conquistado espaço e cada vez mais pessoas buscam por esse serviço. O profissional que atua no setor tem a responsabilidade de equilibrar móveis, acessórios e objetos em um espaço para garantir beleza, conforto e praticidade.

Cada vez mais tecnologias são criadas para ajudar nessa função. Essas características também fazem com que a concorrência aumente, o que gera a necessidade de que o seu trabalho ofereça um diferencial competitivo.

A palavra-chave nesse momento é a automação. Ela agrega valor ao serviço no momento em que incorpora tecnologia ao projeto e enfatiza os detalhes da decoração, da iluminação e de todo o projeto.

Para salientar ainda mais as vantagens desse projeto você pode ver e apresentar os benefícios da automação residencial. São eles:

  • conforto e praticidade: as funcionalidades são controladas a partir de um único dispositivo, que pode ser um smartphone, tablete ou interruptor. Também é feito um controle por meio de cenas, ou seja, acionamento conjunto de equipamentos e efeitos luminotécnicos;

  • segurança: as câmeras são visualizadas pelos dispositivos e é feito um controle de acesso com um histórico;

  • sustentabilidade: a ilha de calor, o efeito de tempestades e a poluição luminosa são reduzidos; há o reuso da água; o consumo de energia elétrica é diminuído pela gestão do consumo; e o ambiente tem maior qualidade interna.

Vale a pena destacar que o objetivo da automação é melhorar o ambiente habitado pelo ser humano e dar mais dinâmica e personalização ao local de acordo com a rotina do cliente. Em outras palavras, a automação agrega praticidade e garante que o cliente fique satisfeito com o resultado final.

Para o designer, o resultado é o reconhecimento de seu trabalho e a confirmação de que está no caminho certo para melhorar seus serviços.

Em resumo, para que um designer de interiores tenha sucesso ele precisa seguir os passos que especificamos neste post. Conhecer as tendências, saber divulgar seus serviços, ter um contrato elaborado, fazer um orçamento correto e agregar diferenciais competitivos são etapas fundamentais para quem quer se destacar no mercado.

É claro que você vai precisar contar com a ajuda de outros profissionais ao longo da caminhada, como o advogado para elaborar o contrato. Essa é a melhor forma de garantir que está fazendo tudo corretamente e sem percalços.

Agora que você entendeu as tendências do design, sabe divulgar projetos e elaborar contratos, que tal começar o seu negócio? Atraia clientes e coloque a criatividade em prática. Você vai ver que vale muito a pena.

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