Projetos de design minimalista: conheça 7 características dessa tendência

Tempo de leitura: 6 minutos

Já ouviu aquela expressão: “menos é mais”? Talvez essa seja a melhor frase para definir o minimalismo. Mesmo não sendo o movimento de design mais popular, o design minimalista é um dos mais importantes do século XX e início do século XXI. Uma verdadeira tendência não só na moda, mas nas áreas de arquitetura e design de interiores.

Para que a casa dos seus clientes seja um refúgio ao estresse do dia a dia e reflita exatamente o estilo de vida que eles desejam seguir, é preciso conhecer bem as características do design minimalista. Aliar a estética simplória ao conforto e funcionalidade pode ser um desafio, mas nada que algumas dicas não possam ajudar a resolver.

Acompanhe o post!

Entenda o surgimento do design minimalista

Antes de partimos para suas características, precisamos entender um pouco da história e do contexto no qual começou esse movimento. O movimento minimalista teve início ainda no século XIX — e de forma bastante tímida, alcançando seu apogeu por meio da arquitetura, nos anos 1980, em Nova York e em Londres.

Os designers adotaram o estilo também na década de 1980. Para a área de decoração, a principal influência foi a cultura japonesa, indo de encontro ao cromatismo dos movimentos artísticos que surgiram anteriormente. Tudo na cultura japonesa se relaciona ao simples. No design, você encontrará formas e linhas limpas, além de uma composição mais reduzida em cores.

Outra grande influência foi o movimento holandês De Stijl (ou, em português “o estilo”), que tinha em sua base a abstração e redução a formas essenciais, como linhas retas e horizontais. Além dos traçados básicos, havia o uso de cores primárias, do branco, preto e cinza.

Chamamos de design minimalista os projetos que contam apenas com elementos essenciais na sua composição e resultado. De forma geral, quando pensamos numa decoração minimalista, rapidamente vem à cabeça a imagem de um espaço “clean”, com cor única (normalmente o branco), poucos objetos e móveis básicos. Ou seja, livre dos excessos, um ambiente leve.

Adote um estilo de vida

Por essa ideia de leveza é que o minimalismo é considerado até mesmo um estilo de vida, buscando uma rotina mais descomplicada, sem pressão. A decoração da casa passa a ser um reflexo dessa maneira desapegada de levar a vida. Abdicar dos excessos, no entanto, não é uma tarefa fácil.

Se voltarmos à cultura japonesa e à linha de pensamento “zen”, entenderemos essa ideia de desprendimento e essência da vida. Cada vez mais as pessoas estão buscando livrar-se dos excessos a fim de alcançarem maior qualidade de vida. Esse forte crescimento de público torna fundamental o conhecimento e a prática desse estilo pelos designers de interiores.

Veja 7 características do design minimalista

Ao nosso redor, as características de design minimalista costumam ser muito marcantes, senão a mais marcante de todas. O minimalismo se destaca em todas as partes (desde a arquitetura a aplicativos de smartphones) como sinônimo de elegância, objetividade e modernidade.

Para saber como identificar e colocá-lo em prática nos seus projetos, vamos conhecer algumas de suas características:

1. Ambientes claros e arejados

Os ambientes, normalmente, trazem cores claras — como o branco, gelo, bege e marfim. Tudo conversando com a iluminação natural, de preferência.

Da mesma maneira, buscam-se ambientes arejados, com espaço e direcionamento necessário para o vento circular livremente. É indicado usar bem os “vazios”, de modo que nem todas as áreas existentes sejam preenchidas.

Esses pontos se relacionam diretamente com o “respiro” e a sensação de mais liberdade e simplicidade propagadas pela tendência. Mesmo que o ambiente seja pequeno, as cores mais abertas nas paredes dão a ideia de um local amplo, além de ajudar na iluminação.

2. Mobiliário simples

A madeira costuma ser o material preferido desse movimento. Os móveis devem ser de boa durabilidade, de linhas simples e mais retilíneas.

As texturas devem ser evitadas, use poucas ou nenhuma. As cores aqui também devem ser neutras, ou ao menos utilizadas para despertar alguma impressão interessante e leve.

3. Organização acima de tudo

Pensemos que, em um ambiente de cores claras, com amplos espaços, poucos móveis e alguns elementos decorativos, tudo fica facilmente mais percebido.

Qualquer sinal de bagunça faz um alerta aos olhos de quem se depara com o ambiente. Isso pode ser bastante incômodo ou oferecer poluição visual. Por isso, é importante prezar ao máximo pela organização do espaço.

4. Decorações nas paredes

Para que, mesmo em sua simplicidade, o espaço tenha a cara do morador, são indicadas algumas decorações básicas nas paredes. Combinar quadros e pôsteres de cores neutras que contrastem delicadamente com as tonalidades das paredes é uma boa pedida.

Vale a pena lembrar que os elementos de arte escolhidos não precisam ser rebuscados, mas devem seguir a mesma linha do movimento.

5. Iluminação bem distribuída

As paredes e janelas estarão contribuindo bastante para a claridade do ambiente. Mas para os momentos em que se fazem necessárias as luzes artificiais (por exemplo, à noite), é interessante o uso de lâmpadas LED.

Para distribuir melhor a iluminação por toda a casa, é possível contar com luminárias que valorizem a estética do lugar. Materiais como cobre, metal e a madeira são os mais indicados para esses objetos.

6. Cuidados com o chão

Porcelanato, cimento queimado, linóleo e madeira clara são boas opções de acabamento para o piso.

Normalmente, o chão é bem polido e revestido sem quebras. Os rodapés devem ser planos (assim como os rodatetos). E toda e qualquer outra superfície deve ser igualmente lisa.

7. Objetos demais são dispensáveis

Para evitar os excessos e o preenchimento de espaços, limite o número de objetos no cômodo. Claro que podem existir decorações como livros, jarras e mesmo vasos de plantas (essas peças combinam perfeitamente com a ideia de ar fresco). Mas tudo escolhido para compor o espaço deve ser bem pensado e colocado com cuidado para não encher demais.

Esses objetos devem estar presentes por serem essenciais ou por possuírem algum significado. Se não se encaixam nesse perfil, é melhor tirá-los de vista. Que tal colocar para exibir apenas uma bela orquídea branca sobre a mesa?

O design minimalista pode ser aplicado a qualquer estilo de decoração. Outros materiais como vidro, inox, espelhos e cromados são ótimos aliados para o movimento, e trarão o toque de modernidade e sofisticação necessários para alinhar a leveza dessa proposta “clean” que cada vez mais ganha espaço no coração dos clientes.

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